domingo, 3 de junho de 2018

Respirar




Diz o ditado que quem corre por gosto, não cansa.
Eu diria que cansa, mas menos.

Os últimos dias (semanas/meses) têm sido demasiado preenchidos.
À excepção do domingo de Páscoa, o meu último dia de "não trabalhar" foi no final de Fevereiro.
Há pelo menos um ou dois dias por semana que não trabalho o dia todo, ou não vou de manhã, ou saio mais cedo à tarde, mas já me esqueci da sensação de acordar e pensar que é dia de folga.

Embora canse menos, cansa.

Mesmo nos dias que me sinto a querer fechar o olho assim que me sento no sofá, as agulhas são uma constante.
Tem dias que não consigo fazer mais que uma ou duas carreiras, tem outros em que o resultado é asneira e é para desmanchar no dia seguinte. 
Nem que seja. 
Há dias em que preciso do tic-tic das agulhas para acalmar a respiração.
Não importa que demores um mês para fazer um par de mini-meias...

Dez minutos de jardinagem para alegrar um canto da cozinha

Admitindo que não gosto particularmente de cozinhar mas, chegar a casa ainda a horas de fazer o jantar enquanto o sol se põe, tem todo um outro encanto.
Incerteza até ao fim se a camisola ficaria com as mangas compridas.
Afinal ainda sobraram 2 gramas...
Acho que não chegava para mais duas carreiras em cada uma.

Um novo vício.
Bolas energéticas, absolutamente deliciosas e com poucas culpas
Tâmaras, alperce seco, flocos de aveia, pepitas de cacau cru, amêndoa, e neste dia levou também polpa de laranja e toranja.
Já as experimentei com figo seco em vez de alperce, já experimentei com raspa de laranja e de limão, com amendoim e manteiga de amendoim, com pedaços de coco seco e ralado...
É ir experimentado conjugações de sabores
A camisola que já foi estreada ontem, ficou com as mangas mais curtas do que o modelo indica, mas no tamanho que eu gosto (três ou quatro dedos acima do pulso).
Este fio, estes dois tons de azul tinham sido comprados para um outro projecto, mas depois de fazer o meu On the Spice Market, e depois do fio se ter partido mais que uma vez, fiquei com medo de investir demasiado tempo a tricotar algo que ficasse "frágil".
Decidi desta vez trabalhá-lo com os dois fios juntos, um de cada cor, e parece-me que foi uma decisão acertada.
Ganhei uma camisola confortável para estas noites de verão que continuam frescas.

A tua Primavera está a ser simpática?







quinta-feira, 3 de maio de 2018

podem não ser piolhos...




Há já uns anos que me foram "diagnosticadas" alergias.

Alergias ao pólens, à flor da Oliveira e a outras que tais - basicamente sou alérgica à Primavera.

Durante muitos anos os sintomas foram ligeiros, incomodativos, mas não limitativos. 
Pingo no nariz, lágrimas incontroláveis, comichão no nariz e ouvidos. Nada que a toma de um anti-histamínico diário não resolvesse, e nem sempre fazia dias seguidos de tomas.

Há cerca de 4/5 anos os sintomas intensificaram-se e fui mesmo obrigada a mudar a medicação e a deixar de me poder esquecer de tomar. Os sintomas que tanto me incomodaram desapareceram, deixei de ter pingo no nariz e nos olhos, e aquela comichão "húmida" nos ouvidos e nariz, mas surgiram outros.
Comichões pelo corpo todo...
Houve uma altura, em completo desespero, que pedi ao meu marido e à minha mãe que me vissem a cabeça, que com tanta comichão que tinha, quase de certeza teria piolhos.
Não me viram nada, mas ainda assim por duas vezes fiz tratamento para os piolhos (e das duas vezes nada "saiu").
Percebi depois que esses eram sintomas novos.
Comichões na cabeça que me fazem coçar como se fossem piolhos, comichão pelo corpo, que me fazem coçar até criar nódoas negras.

Moral da história, se vires alguém a coçar insistentemente a cabeça, podem  não ser piolhos...



quinta-feira, 19 de abril de 2018

O glamour de viver no campo





Duas da tarde, recebes um mail da empresa de alarme, a informar que houve quebra de energia e a central está a usar a bateria - embora não seja muito frequente, volta não volta a luz vai, e vem quase de seguida...
Não dás (demasiada) importância.
Chegas a casa às oito da noite e não há luz.
Afinal foi o quadro que foi abaixo...
"Olha, vieram lavrar a vinha"
O disjuntor "quadro da bomba" foi abaixo.
"Olha que giro @#&%?=/$%#", o trator passou no único sítio onde não pode passar e lixou o cabo da electricidade, daqueles trifásicos, revestidos a alumínio...
Afinal já tens luz, mas não tens água.
Cabo conseguiu ser emendado, provisoriamente, e já tens água outra vez.
Ah, afinal o tudo da água também levou uma naifada, está a perder água, e precisa ser emendado.

É esta a (uma das) história da minha vida 
É parte do glamour de viver no campo.



terça-feira, 10 de abril de 2018

A vida é Yammi




As conversas são como as cerejas.
Começou entre amigas, sobre quem tinha robot de cozinha, e como o rentabilizávamos.
Tenho uma Yammi, das primeiras, e acho que ainda não rentabilizei o que ela me custou. 
É-me indispensável?
Não, mas dá jeito.
As outras mais caras são melhores?
Acredito que sim. Ainda assim não sei se iria rentabilizar o custo extra. É a minha opinião.

Mas ainda a propósito da tal conversa, veio seguida da pergunta se já teríamos o novo livro.
Não tinha.
Nesse mesmo dia fui ao supermercado, e não consegui passar sem ir à procura do livro.
Gostei tanto das sugestões, que veio para casa comigo.

Receitas saudáveis, que podem ser feitas mesmo sem robot de cozinha.

A primeira experiência foram uma wafles de café, que são nada mais nada menos, que a receita que costumo fazer das minhas panquecas de aveia, mas com café em pó em vez de canela. São deliciosas.


A segunda experiência foram uns muffins de batata-doce e courgete, numa versão "salgada", que tinham também tomate seco e queijo feta. Não ficaram perfeitos, mas agradou-me tanto a receita que não tardei em comprar as formas para os cupcakes (que não tinha), e desta vez experimentei uma das versões doces, com pepitas de cacau.

Continuaram a não sair perfeitos, porque teimei em pesar por excesso tanto a batata-doce como a courgete, e não compensei com o respectivo acrescento de farinha.
Ficaram mais húmidos do que era esperado.
Mas se calhar ficaram bons...
Dos 18 que rendeu a receita, hoje de manhã só havia 2 para contar a história.



terça-feira, 3 de abril de 2018

Sock Box 2018 #3





Não sei se lhes chame Meias dos Namorados se Meias da Páscoa...

Tricotadas com o Sock Blank de Fevereiro, acabadas no dia de Páscoa.

Para já vão para a "caixa".




sábado, 31 de março de 2018

Deste mês de Março




Março não foi um mês "fácil".

O "mau tempo" que tivemos foi capaz de me deixar irritada por vários dias. Não podemos lutar contra a meteorologia é certo, mas o vento atormenta-me de um modo que não consigo explicar, e que me deixa exausta.
Somando o cansaço físico, houve algumas noites que embora as linhas tivessem ocupado as minhas mãos, ao serão não consegui mais que hibernar frente à televisão.

Durante o mês de Março não consegui fazer o sock blank a que me tinha proposto (tricotar e pintar), mas consegui quase concluir as meias do sock blank de Fevereiro.


A uma faltam 5 carreiras mais cós, à outra um pouquinho mais.
Comecei por tricotá-las no método two at a time, mas não me entendi. Penso que deve ser mais fácil este método para quem tricota com a linha no dedo, e não ao pescoço, como é o meu caso.
Mas porque optei por não desmanchar o sock blank, a opção foi ir tricotando ao mesmo tempo, mas em agulhas separadas.

Talvez hoje o serão seja rentável e eu consiga acabar pelo menos uma...

Que mais tem ocupado as minhas agulhas?

O modelo é o I see Spring, da Joji Locatelli.

Poderão dois vencidos criar um projecto vencedor?

Um fio de que não fiquei particularmente fã, decidi desta vez trabalhar com dois fios juntos.
Um padrão que já tinha sido iniciado com outro fio, e depois desmanchado.

Quase a acabar os dois primeiros novelos - um de cada cor, ainda tenho mais um e cerca de 3/4 de cada. A ver vamos se chega para fazer a manga comprida...


O vosso Março foi simpático?







domingo, 18 de março de 2018

Sock Box 2018 #2





Mais um par de meias acabado em 2018.

Começadas na viagem de ida, a primeira meia foi acabada durante a estadia em Madrid.

Um par que inicialmente não me pareceu um par.
O fio que sobrou, tanto do azul como do matizado, ainda chegam para mais uma (ou mesmo duas) meia(s). Será que ficaria com dois pares mais idênticos?!?!
Não sei se faça...
Agora, a alguns dias de distância de as concluir, até que já me parecem um par...

Quem disse que um par tem de ser duas peças exactamente iguais?!?!


segunda-feira, 12 de março de 2018

Madrid em 68 segundos






O fim de semana do Carnaval foi passado além fronteiras.

Quando foi inicialmente programado, o destino escolhido era Barcelona
Dados os últimos acontecimentos na Catalunha, e o clima de instabilidade que se vivia quando foi finalmente hora de fazer marcações, resolvemos deixar Barcelona para uma próxima oportunidade e optamos por Madrid.

Foram umas férias "atribuladas". 
Estivemos até 4 ou 5 dias antes da partida quase a desmarcar por motivos profissionais. Depois de resolvida essa questão, a nossa afilhada adoeceu, e a viagem que era para ser feita a sete, acabou por ser só a 3...

Na hora de fazer a mala (entenda-se 40 minutos antes da partida), a máquina fotográfica foi acondicionada com a única lente que tinha colocada. 
As fotos da viagem foram as possíveis.

Mas, falemos da viagem em si.
Na semana anterior tinha nevado em Madrid. Íamos com "medo". Acabamos por apanhar dias fantásticos, frios é certo, mas que nos permitiram laurear a pevide o dia inteiro.

Como já vai sendo hábito nestas nossas escapadelas, programamos os dias por zonas da cidade, que percorremos maioritariamente a pé.
Mais uma vez, museus não foram a nossa prioridade, com excepção para o Museu do Prado.
Como sabíamos que não queríamos lá andar "meio-dia", optamos por esperar pelo horário gratuito, a partir das 17h. Depois de esperar cerca de uma hora na fila para entrar, e tendo visto cerca de um terço do primeiro piso, a filha começou a deitar sangue do nariz. Imaginam o "espectáculo"? Turista deitada num banco, num corredor do Museu do Prado (onde toda a gente passa), e onde ao fim de 20 minutos e vários metros de papel higiénico consumido, não parou de sangrar.
Decidimos sair, sentá-la nas escadas a apanhar ar, enquanto os todos os outros turistas entravam (e espreitavam...).
O que terá acontecido?
Não é propriamente novidade ela sangrar do nariz, embora nunca com tanta intensidade. Podemos dizer que a falta de hidratação (para precisar de ir menos vezes à casa de banho), a alimentação desregulada (em relação aos horários e qualidade) e o cansaço tenham sido a causa.
Passou e não voltou a acontecer.
Mas, caso foi preciso medicação, tínhamos uma farmácia em cada esquina.
Farmácias e fast food (MacDonald´s e Burger King). Acho que nunca tinha visto uma cidade com tantas. 

Mas temos mais histórias...
Um dos dias programamos visitar o Parque Europa. É a cerca de meia hora de Madrid, mas como fomos de carro, era perfeitamente acessível.
Se tivéssemos (eu) introduzido a morada correcta no gps, e não tivéssemos antes ido "visitar" o Parque da Europa, em Getafe... (que também distava de cerca de 30 minutos do centro de Madrid onde estávamos).

Porque e que este post só apareceu agora?
Preguiça.
Preguiça de editar as fotos.
Depois lembrei-me que podia fazer uma edição "engraçada", e cá está ele.


Viajar é sempre bom, mas Madrid não ficou entranhada no meu coração.











sexta-feira, 9 de março de 2018

Da hora de almoço...




Estava marcado ir arranjar as mãos.
A cabeleireira estava disponível, decidi cortar também o cabelo.

Lá fora chovia, e enquanto me lavavam o cabelo, a cadeira xpto estava ligada no modo massagem.
Acho que ainda fechei os olhos...



Pertenço definitivamente ao clube dos cabelos curtos.

O casaco?
É este.
Está farto de ser usado.






segunda-feira, 5 de março de 2018

Sock Blank de Fevereiro





O Sock Blank de Fevereiro tinha de ter corações...

Tricotado numa escapadela de fim de semana, foi pintado no último fim de semana do mês.

Vai ser conjugado com vermelho para cós, calcanhar e biqueira.
Serão as próximas meias a saltar para as agulhas e creio que serão mesmo para mim.